Chateau Petrus, A Nobreza engarrafada – 14 de julho no Vatel Restaurante Gramado

Chateau Petrus, A Nobreza engarrafada – 14 de julho no Vatel Restaurante Gramado

A oportunidade de provar um dos vinhos mais raros do mundo, junto a um menu de assinatura única, Vatel Restaurante, Gramado.

Menu Especial, Harmonização com Vinhos Icônicos e Histórias da Revolução Francesa

Com a apresentação da enóloga Maria Amélia Duarte Flores, sendo os vinhos servidos parte do acervo de sua coleção pessoal, o almoço com menu especial contará com a prova de vinhos icônicos das mais diversas regiões da França, tendo como ponto alto da degustação o Chateau Petrus, um dos vinhos mais u mais disputados por enófilos do mundo todo.

O almoço será regado ainda a muitas histórias da Revolução Francesa.

Confira abaixo a lista de vinhos e menu:

Menu
Amuse Bouche

Champagne Veuve Clicquot Rosé Brut

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Escalope de Foie-Gras com maçã Golden e redução de vinho líquoroso

-Abel Pinchard Pouilliy-Fuissé 2009 AOC
-Domaine Marcel Deiss Gewurztraminer AOC 2012

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Tournedos Rossini com brioche da casa

-Domaine des Chezeaux Chambolle-Musigny Les Charmes 1er Cru AOC 2000 (propriétaire à Gevrey-Chambertin)
-Chateau Lynch Bages Grand Cru Classé AOC Pauillac 2007
-Chateau Petrus AOC Pomerol 2007 (WS 92/RP 91)

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Semifreddo com sentores de trufas

-Sainte-Croix-du-Mont 1967

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Café Illy ou chá em folhas

Data: 14 de julho de 2019, domingo, 13h
Local: Vatel Restaurante, Gramado
Valor: R$ 3000,00
Incluso: Menu completo citado, degustação de todos os vinhos citados, água, café

Acompanhantes:
Foi criado uma opção para acompanhantes, sendo:
Menu de pratos citados, Espumante Villa Matarazzo Maysa, Vinho tinto Côtes-du-Rhône, sucos
Valor: R$ 490,00

Como cortesia aos participantes, o evento oferecerá transporte entre Porto Alegre e Gramado no dia do evento. Faça seu agendamento.

Serão apenas 14 vagas para a degustação dos vinhos. Para reservas e maiores informações: 051 99331 6098

Chateau Petrus. A Nobreza engarrafada

A fama mundial do Château Petrus elevou a pequena região de Pomerol ao mesmo nível dos produtores da margem esquerda mais famosa, a região de Médoc. Mas isso só aconteceu durante um passado bem recente.

A propriedade onde está o Petrus pertencia a família Arnaud desde 1770, mas sem grande destaque na produção de vinhos. Tudo mudou em 1863, com a crise da filoxera. Uma praga (pulgão) invadiu a França, possivelmente através dos navios vindos da América, e devastou grande parte das vinhas de Bordeaux.

Os vinhedos foram todos replantados, e em 1878, o Petrus chamou a atenção por ganhar a medalha de ouro no Concurso Internacional de Paris. Seu preço subiu e rivalizou com os melhores do Médoc.

Em 1917, a família Arnaud formou a La Société Civile du Château Petrus e as ações da vinícola foram colocadas à venda.

A viúva do Hotel Loubat de Libourne, a madame Marie-Louise Loubat, adquiriu algumas dessas ações e com o passar dos anos aumentou sua participação. Em 1940 tornou-se a única proprietária.

Como não tinha filhos, após sua morte em 1961, sua sobrinha Lily Lacoste-Loubat herdou a propriedade.

Nessa época, Lily formou uma parceria com o negociante de vinhos Jean-Pierre Moueix, na qual ele ficaria responsável por expandir as vendas. Com um mercado interno concorrido, Moueix se voltou ao crescente mercado americano. Isso ficou mais fácil após a extraordinária safra de 1945.

Em 1956, fortes geadas arrasaram os vinhedos, e ao contrário das vinícolas vizinhas, a decisão do Château não foi o replantio, e sim, um corte profundo nas plantas, com o objetivo de que as próprias se recuperassem. Após uma espantosa recuperação, as velhas vinhas  foram mantidas e renasceram mais fortes que nunca. Começou, então, o reinado do Petrus.

O vinho caiu no gosto do clã americano mais famoso da América, os Kennedys. John Kennedy, por exemplo, confessou que era um dos seus vinhos preferidos.

No início dos anos 1960, o revolucionário Émile Peynaud prestou algumas consultorias para o Château Petrus, mas foi com a chegada em 1964, do enólogo Jean-Claude Berrouet que o trabalho ganhou consistência.

Em 1969 Moueix assume como principal proprietário e faz a aquisição do vizinho Château Gazin.

A fama do vinho atinge um patamar único no mundo dos vinhos quando em 1982, o renomado crítico Robert Parker classificou-o sucessivamente com notas altíssimas. Desde então, o Rei do Pomerol se tornou um vinho raro e muito caro.

Em 1987, aconteceu um fato curioso, para não dizer radical: após um verão extremamente quente, as chuvas vieram e trouxeram um excesso de umidade que comprometeria a qualidade das uvas. Foram chamados helicópteros (sim!) para sobrevoar a plantação e assim ajudar na secagem.

Como o Château Petrus produz apenas um vinho de altíssima qualidade, nos anos em que as frutas estão comprometidas, simplesmente não são produzidos vinhos. A última vez que isso aconteceu foi em 1991.

Em 2008, o filho de Jean-Claude Berrouet, o também enólogo Olivier Berrouet, então com 33 anos, assumiu a frente dos trabalhos e realizou diversas modernizações nas adegas do Château Petrus.

Após a morte de Jean-Pierre Moueix, em 2003, seu filho Jean-François Moueix herdou a propriedade, e junto com sua família, é o atual dono do Château Petrus.

Uma garrafa do vinho Petrus no mercado brasileiro dificilmente sai por menos de R$5 mil (dados de 2007!), e, conforme a safra, pode custar várias vezes este valor. Depois da fama do Petrus, todos os vinhos da região tiveram aumento de preço. O Château Le Pin, seu principal concorrente, chega até a ultrapassá-lo. O alto custo, ao contrário do que possa parecer, não assusta compradores, pelo contrário, os atrai.

O Petrus é a estrela de leilões em todo o mundo, é o vinho mais procurado por investidores. Sua valorização nos últimos anos tem superado vários tipos de investimento. O retorno é tão garantido que sua produção é 99% vendida en primeur, antes de ser produzida. O 1% restante é reservada para acervo da família. Uma garrafa de uma boa safra, bem conservada, significa lucro garantido. Neste caso, guardar vinho não é apenas um prazer, mas um bom negócio.

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